Nenhum outro vai saber dos sons que se formam e
o porquê de você sorrir com a mesma palavra que
faz o outro chorar. A gente vive pra ser secreta,
transposição e transbordamento, além da risca de
giz no nosso próprio telhado que goteja e inunda o
quarto trancado. E tudo isso vai morrer em segredo.


Une cruel incompréhension...



'

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A Verdade

"Por que você escreve?"

Alguma pergunta sempre é encontrada sem ser realmente morta. Acham que a consciência me escapa, mas não. Eu posso lhes dizer muitas coisas em cada texto. Eu posso dizer o nome da pessoa que combina e a cidade que for mais esquecida. Quando, como e por que. O que eu não posso dizer na minha tentativa de desenterro interior é o que realmente precisa ser dito. Não posso dizer, porque, além de ser uma arma super específica e mutável, além de ser uma prisão torturante para quem quer que leia, além de ser um motivo a mais para viver ou morrer, eu simplesmente não sei. Eu escrevo porque não sei dizer. E porque preciso que cada um mate as perguntas que nem eu mesma consegui encontrar.

Continua sendo o meu veneno.

Mariane Cardoso

Um comentário:

  1. Escrever ainda salva, não é Mari? De um jeito estranho, mas salva...

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Alguma luz
vai escapando
e só eu
sinto.

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18. Menos artista, mais idosa. O prefácio, o retórico, o histórico, o profético, o pró, o fétido, o esplendor e tudo mais o que cabe no poético.